Intimação e Coação – definições

Adoro escrever depois de não ter conseguido dar uma resposta adequada a alguém em uma situação de conflito. Na hora, acabo meio que abraçando a ofensa recebida como uma pedra de criptonita. E, claro, me ponho em desvantagem absurda. Mas fica sendo bom depois, como eu dizia, porque as palavras escritas saem tão mais facilmente. Cheias de sentimentos e exatidão.

É que em qualquer situação de ataque pessoal eu sempre me desoriento. Boba, chocada, fico literalmente sem saber o que responder.

Antigamente eu me remoía de dor. Hoje não. Agora me aborrece só por um breve momento. E daí me refaço e penso: cada um dá o que tem. O ofendido nunca se prejudica. Já o ofensor vai ter que conviver com o peso de suas palavras (se alguma consciência lhe couber).

Além do mais, convenhamos, o ataque ainda é a maior arma de defesa de quem está errado. Ótima maneira de tirar o foco de suas ações. Mas vai tentar explicar tamanha complexidade. Não seria qualquer um que entenderia mesmo.

Errada estava eu, que me nivelei por baixo. Bem-feito! Bom para acordar pra vida, garota! Tapinha na cara para despertar e reconhecer que sua prateleira está bem acima na estante da vida.

A crônica de hoje então objetiva apenas esclarecer uma questão semântica, ou seja, que diz respeito ao sentido das palavras e suas interpretações. Vamos à solução do equívoco:

INTIMAÇÃO – “por definição no artigo 234 do CPC é o ato pelo qual se dá ciência a alguém dos atos e termos do processo para que faça ou deixe de fazer alguma coisa”.

COAÇÃO – “intimidação; o ato de constranger alguém para que, sob fundado temor, este alguém pratique ação ou omissão contra sua vontade”.

Precisa ainda esclarecer ou quer que eu desenhe?

Em suma, uma pessoa pode alegar que não teve escolha sob seus atos, que foi obrigada a operar de determinada maneira, se tiver sido COAGIDA. Intimação, confundida duplamente nessa matéria, é apenas o conhecimento dos fatos. E INTIMIDAÇÃO, se fosse o caso, seria a desculpa esfarrapada de um adulto, que aparentemente não sofre de nenhuma deficiência cognitiva, para camuflar seu próprio delito. Porque, convenhamos, eu sou LIVRE. A mim nenhuma culpa me cabe! E madura o suficiente para assumir meus passos.

Se a infeliz colocação era para me diminuir, aviso: não chegou nem perto! Autoestima continua intacta. E, preciso admitir, vc estava certo o tempo todo: eu sou mesmo demais pra você, desde sempre.

Se, por outro lado, a intenção era se eximir de responsabilidade, já era. Não dá pra usar covardia como desculpa.

De qualquer modo, agradeço. Me impulsiona a dar boas risadas e a escrever mais uma das minhas histórias.

Por Kátia Galvão

Em 23 de maio de 2023

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